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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

Bloco leva Burle Marx às ruas e dá “chamada” em Paes 

Bloco cria o tema “A História do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental que foi destruído: o tombamento que tombou”

Por Daniela 9 fev 2026, 14h23 | Atualizado em 10 fev 2026, 18h12
Burle Marx
 (./Reprodução)
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(./Reprodução)

ATUALIZAÇÃO em 10.02.2026:

Um boneco do paisagista Roberto Burle Marx (1909–1994) foi o protagonista do primeiro desfile do bloco Viva o Verde, nas ruas do Flamengo nesse fim de semana, com parada em frente ao antigo colégio Bennett, cenário da polêmica ambiental mais recente da cidade.

O bloco teve um motivo claro: o protesto “A História do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental que foi destruído: o tombamento que tombou”, em  crítica ao corte de 71 árvores centenárias para a construção de um condomínio residencial. A obra esteve paralisada no fim de janeiro por decisão da Justiça do Rio, atendendo a pedidos de associações de moradores.

A NewView Incorporadora entrou em contato com a coluna: “A obra possui todas as licenças, confirmando a legalidade e o cumprimento de todo os trâmites previstos para a execução do projeto. A consequência disso, já esperada pela direção da empresa, é a decisão judicial que retira o embargo temporário. A NewView reforça que os documentos apresentados comprovam que a vegetação suprimida era apenas paisagística e não de área de preservação natural. Além disso, também confirmaram a compensação ambiental que irá replantar mais de 630 espécies, uma compensação quase 9 vezes superior”.

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Entre tamborins e cartazes, integrantes do Movimento Baía Viva, ecologistas, representantes de associações de bairro e moradores que aproveitaram o pré-carnaval para conscientizar quem passava.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), o Rio tem um déficit de cerca de 860 mil a 1 milhão de árvores, concentrado sobretudo nas zonas Norte e Oeste — o que ajuda a explicar o calorão dessas regiões. Bairros como Bangu, Santa Cruz e Cordovil sofrem mais com a falta de cobertura vegetal, criando uma desigualdade térmica quando comparados à Zona Sul mais arborizada.

O Viva o Verde tem até marchinha, com letra de Renato Freixo e música de Gustavo Destord, chamando atenção para o prefeito Eduardo Paes:

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“Simbora, meu povo! Salve o Verde!
Paes, tá na hora de acordar
Tá na hora de mudar
A gente quer respirar
Deixa o nosso verde em paz!

Ô, Paes,
A vida é que importa
A voz do povo é força
Se não quiser ouvir
A voz do povo vai te parar
Salve o Verde!”

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