Com morte no Chapadão, número de PMs mortos em 2025 sobe para 37

A vítima mais recente é o subtenente Anderson Figueira, baleado em uma igreja durante uma operação na Zona Norte do Rio. Ele deixa a esposa e três filhos

Por Da Redação 2 set 2025, 15h21 | Atualizado em 2 set 2025, 15h22
Aumento alarmante: em menos de nove meses o número de mortes violentas a policiais militares em 2025 iguala 2024.
Aumento alarmante: em menos de nove meses, o número de mortes violentas a policiais militares em 2025 iguala 2024. (Fernando Frazão/Agência Brasil)
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Em menos de nove meses, trinta e sete policiais militares foram mortos de forma violenta, de acordo com a coorporação. O número dos oito primeiros meses deste ano já se iguala ao total de PMs mortos no estado em todo 2024.

Nesta segunda (1º), o subtenente Anderson de Souza Figueira se tornou a vítima mais recente — atingido por um tiro no pescoço, um pouco acima da linha do colete. O agente agia em uma operação no Complexo do Chapadão, na Zona Norte, quando a equipe foi encurralada em uma igreja.

Anderson Figueira: PM morto deixa esposa e três filhos.
Anderson Figueira: PM morto deixa esposa e três filhos. (X/Reprodução)

O templo religioso se tornou um cenário de guerra. Sangue, cápsulas de projéteis e as paredes crivadas de bala ornamentavam o local construído para expressão espiritual. Nem o bebedouro da igreja escapou.

Cenário de horror: após confronto entre policiais e bandidos, igreja fica marcada por projéteis, buracos de tiro e sangue.
Cenário de horror: após confronto entre policiais e bandidos, igreja fica marcada por projéteis, buracos de tiro e sangue. (Reprodução/Reprodução)
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O PM chegou a ser levado por colegas de farda para o Hospital municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, mas não resistiu.

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Figueira estava na coorporação desde 2002, e trabalhava no 41º BPM (Irajá). O subtenente deixa a esposa e três filhos. O corpo dele será sepultado nesta terça (2) no Cemitério Jardim da Saudade Sulacap. O velório está marcado para começar às 13h.

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Outros dois homens também foram baleados e levados ao Hospital municipal Ronaldo Gazolla, onde foram socorridos.

O governador do Rio, Cláudio Castro, lastimou a perda, mas afirmou que as forças de segurança não recuarão. A ação apreendeu dois fuzis e três granadas.

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O assassinato ainda vai ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. A Secretaria de Estado de Polícia Militar divulgou nota lamentou a morte do subtenente Figueira.

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Dos trinta e sete PMs mortos neste ano, sete deles estavam em serviço.

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