Mistérios da meia-noite: histórias assustadoras atravessam gerações

A pedido de VEJA Rio, o historiador Thiago Gomide listou sete lendas urbanas que misturam mistério, folclore e personagens da cidade

Por Elisa Torres 22 ago 2025, 07h00 | Atualizado em 22 ago 2025, 11h36
Real Gabinete Português de Leitura
Real Gabinete Português de Leitura: fantasma do escritor Machado de Assis perambula pelo prédio, diz a lenda (Alexandre Macieira/Riotur)
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Celebrado em 22 de agosto, o Dia do Folclore exalta tradições e mitos que atravessam gerações. A pedido de VEJA Rio, o historiador e jornalista Thiago Gomide (@tanahistoria) pinçou sete lendas urbanas cariocas.

1. Feiticeira cortesã

Na primeira metade do século XIX, a portuguesa Bárbara Vicente de Urpia, então conhecida como a prostituta Bárbara dos Prazeres, teria capturado crianças no Centro para beber o sangue delas e manter-se jovem. A famosa “Bruxa do Arco do Telles” ainda é lembrada por risadas que supostamente ecoam na Travessa do Comércio, na Praça XV.

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2. A sombra do mal

O vulto de uma figura feminina aterrorizante chegou a ser visto por muitos corajosos no entorno da estátua de Marechal Floriano Peixoto, na Cinelândia. O semblante assustado e a postura “flutuante” já foram associados à infame Bárbara dos Prazeres por cariocas curiosos e youtubers que circulam pela Praça Floriano.

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3. A ilha do medo

Na Ilha do Governador, o espírito de um bode preto na antiga Ponta da Cousa-Má arrepiava os moradores. A vizinha Praia do Zumbi também guarda histórias de assombração desde os tempos da escravidão, inspirando até o samba-enredo da União da Ilha de 1986.

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4. O carro fantasma

Em 1974, Ubiratã Carlos de Jesus Chaves, o Carlão da Baixada, um dos bandidos mais procurados do Rio, fugia da polícia num Opala preto quando se acidentou no Túnel Rebouças e acabou morrendo. Tem gente que jura que o carro beberrão passou a assombrar motoristas depois desse episódio.

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5. A alma penada da biblioteca

Inaugurado em 1887, o Real Gabinete Português de Leitura, joia do estilo neomanuelino, impressiona pela belíssima arquitetura e um acervo com mais de 300 000 volumes, incluindo raridades. Há quem diga que o escritor Machado de Assis perambula pelo prédio que costumava frequentar na Rua Luís de Camões, no Centro.

6. À procura do tesouro

Nem tudo é macabro. Tema do documentário O Desmonte do Monte (2018), de Sinai Sganzerla, o Morro do Castelo, berço administrativo da cidade, além de demolido, foi esburacado por aventureiros que procuravam uma mina cheia de riquezas, mas ela nunca foi encontrada.

Castelinho do Flamengo
Mal-assombrado: Castelinho do Flamengo carrega fama de amaldiçoado (./Prefeitura do Rio de Janeiro)

7. O castelo mal-assombrado

Antiga residência de um comendador, o Castelinho do Flamengo, erguido em 1916, carrega fama de amaldiçoado. Entre as lendas, uma moradora trancada na torre e um casal atropelado na porta, que voltaria em busca de vingança. Hoje o Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho ocupa o espaço, que reabriu no final de 2024 após uma reforma.

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