Café com Gaudí: exposição junta catalão a austríaco Klimt na Barra

Antes da experiência sensorial em si, há todo um chamado pré-show especialmente concebido para o evento no Brasil, como ambiente inspirado na Casa Batlló

Por Paula Autran 19 jun 2026, 06h03
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O Impossível Existe: exposição junta Klimt (foto) e Gaudí, que nunca se conheceram, no Rio Design Barra (./Divulgação)
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Obra-prima do modernismo localizada em Barcelona, a Casa Batlló, projetada pelo arquiteto Antoni Gaudí entre 1904 e 1906, é conhecida por suas formas orgânicas, fachadas coloridas cobertas de mosaicos e telhado que lembra escamas de dragão. Patrimônio da Unesco, o ponto turístico espanhol ganhou uma “filial” na Zona Sudoeste, como parte da exposição Klimt e Gaudí: O Impossível Existe, que abriu no Rio Design Barra.

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Café Batlló: inspirado da casa de mesmo nome projetada por Gaudí, com detalhes como colunas lembram ossos ()

Um dos detalhes reproduzidos no espaço, que funciona como café, foram as colunas que lembram ossos. Sem nunca terem se encontrado, o austríaco Gustav Klimt (1862-1918) e o catalão Gaudí (1852-1926) protagonizam as mostras imersivas mais vistas do mundo. A do primeiro já atraiu 3,5 milhões de visitantes, superando o até então campeão Van Gogh, enquanto a do segundo somou 2,2 milhões. A reunião dos talentos acontece num pavilhão de 1 500 metros quadrados que tem paredões de 7 metros de altura, onde o show de luzes e cores dura 43 minutos.

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Antes da experiência sensorial em si, há ainda todo um chamado pré-show especialmente concebido para o evento no Brasil. Ele inclui ambientes inspirados nos legados dos artistas, o que inclui o café. “As exposições lá fora não têm essa cenografia, o público vai direto para o ateliê imersivo”, diz Davi Telles, diretor executivo da produtora Lightland, que trouxe o espetáculo. “Para iluminar os vitrais do espanhol, cujo centenário de morte se comemora agora, temos até o nosso sol, pois fizemos um estudo de iluminação para incidir neles”, diz Telles, em referência ao fato de o catalão dar especial atenção ao uso da luz em duas obras: “Não tinha como o sol ficar de fora. Sobretudo nesta edição carioca”.

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