Qual a diferença entre o charme o funk?, perguntava um sucesso dos anos 90, o Rap da Diferença, de MC Markinhos e MC Dollores. De lá para cá, muito se aprendeu sobre os dois gêneros, mas agora mais uma semelhança une os dois movimentos: ambos são temas de cursos na cidade, buscando capacitar artistas e impulsionar suas carreiras.Novidade, o Curso de Capacitação para Instrutor de Dança Charme é idealizado e dirigido por professor e coreógrafo Marcus Azevedo, responsável pelo projeto para regulamentação da profissão de artista dançarino de dança charme no Sindicato de Profissionais de Dança do Estado do Rio de Janeiro (SPDRJ), e criador da primeira companhia profissional do estilo do Brasil, a Dança Charme & Cia., assim como os Originais do Charme, com integrantes acima de 45 anos.+ Folia farta: Rio movimentou 5 bilhões de reais durante o CarnavalO curso acontece em parceria com o projeto Rio Charme Social, no Viaduto de Madureira, com direção de DJ Michell e coordenação de Eduardo Gonçalves, que oferece oficinas gratuitas de dança charme. A primeira edição terá aulas nos dias 2 e 3 de março, sábado e domingo, das 13h às 17h30, ministradas por Marcus Azevedo.O conteúdo do curso inclui métodos pedagógicos, ensino teórico, histórico e prático da dança charme, material de apoio, playlists de aulas temáticas e certificado de conclusão. Além disso, os participantes poderão estagiar no Rio Charme Social. As inscrições são por meio deste formulário.Já o #EstudeoFunk, projeto de aceleração de artistas do gênero que acontece na sede do hub criativo, na Fundição Progresso, já acontece há dois anos e inicia um novo ciclo agora em fevereiro. Desta vez, o programa vai realizar uma residência continuada, gratuita, com os que passaram pelos primeiros ciclos. Serão selecionados setenta integrantes, entre MCs, beatmakers e dançarinos que participaram dos ciclos I, II e III da primeira edição do projeto, realizada nos anos de 2022 e 2023. Até junho, eles terão uma rotina semanal de encontros, com o objetivo de aprofundar processos criativos.+ Chuva deixa pelo menos cinco mortos; ainda há risco de deslizamentosBatizada de Mete Marcha — Encontros, Conexões e Processos Avançados de Criação, a nova temporada também trará encontros com artistas convidados e irá apostar em novos lançamentos musicais, realizar shows de música e dança, eventos e produtos audiovisuais, além de ampliar o olhar para a acessibilidade, com a criação de clipes audiovisuais em Libras, entre outras ações de inclusão.A residência irá lançar pelo Selo Fundisom, braço fonográfico da Fundição Progresso, trinta faixas autorais inéditas, além videoclipes, mixtapes, videoperformances, visualizers, podcast, vídeos acessíveis e shows relativos a essas músicas e o Baile do #EstudeoFunk, com performances dos artistas do programa e convidados. + Quais são os sintomas da leptospirose, doença com mais de 300 casos no RioTendo como diretora artística Taísa Machado, a Chefona Mermo, criadora do Afrofunk Rio, #EstudeoFunk tem como objetivo valorizar a história, o movimento e a expressão da cultura funk carioca. O hub criativo tem estrutura com sala multiuso para aulas, criações, ensaios, gravações audiovisuais e eventos, espaço de coworking, sala de dança, estúdio de música e salas de edição musical e audiovisual.Em seus dois primeiros anos, anos o projeto recebeu 150 artistas, que lançaram quatro álbuns, dois EPs, diversos singles e videoclipes, somando aproximadamente 500 000 visualizações no canal do programa no Youtube, e fizeram mais de vinte shows no Rio, alcançando mais de 50 000 pessoas nessas apresentações.+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui