A obra O Pão Nosso de Cada Dia (1978), de Anna Bella Geiger, sugere temas como a proximidade entre o Brasil e o restante da América Latina em questões como a fome, a pobreza, a dependência econômica e a exploração pelos chamados países desenvolvidos.As duas obras de Candido Portinari (1903-1962) presentes na exposição, Menina Ajoelhada (1945) e Enterro (1940), oferecem uma visão profunda sobre a realidade social e cultural do Brasil na época, mostrando o desespero, morte ou fuga de um território marcado pela falta de quase tudo.+ Mostra sobre o Cerrado ocupa Centro Cultural Justiça FederalA bandeira-poema Seja Marginal Seja Herói (1968), de Hélio Oiticica, ficou marcada por ter decorado o palco da boate Sucata, no Rio, no show que Caetano Veloso e Gilberto Gil fizeram na noite em que foram presos. A frase se tornou um símbolo da resistência à ditadura militar no Brasil.Artista multifacetado e um dos grandes nomes do pensamento negro no país, Abdias Nascimento (1914-2011) trazia em sua pintura os orixás, os pontos riscados e outras escritas gráficas ancestrais, como os adinkra, buscando reconectar o negro com suas origens, como na obra Exu Trifacético (1968).A fotografia retrata a emblemática performance O Brasil É Meu Abismo (1982), de Daniel Santiago. Na ocasião, ele ficava pendurado de cabeça para baixo, preso pelo tornozelo e segurando um cartaz com a frase-título, verso do poema Aquarelas do Brasil, de Jomard Muniz de Britto. Como Santiago rodopiava no ar, o público precisava se mover para ler. CCBB. Rua Primeiro de Março, 66, Centro. Qua. a seg., 9h/20h. Grátis. Até 5 de maio.+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui