Espaço que reúne a fina flor da espécie, o bromeliário do Jardim Botânico viu desabrochar em julho de 2024 uma nova planta endêmica da Mata Atlântica. Ela foi coletada por uma equipe do Centro Nacional de Conservação da Flora um ano antes, em expedição ao Parque Nacional do Alto Cariri, na Bahia — uma região de alta biodiversidade, mas de difícil acesso e sujeita a impactos ambientais. + Trago no peito: IA ajuda a transformar camisa dos sonhos em realidade+ Guarda compartilhada cresce entre casais divorciados no Rio“Ela era aparentemente bem comum, mas nestas ocasiões buscamos o máximo possível de exemplares”, conta o biólogo Bruno Rezende, curador do bromeliário, que abriga 2324 unidades e 821 espécies, 111 delas ameaçadas de extinção, tal como a nova descoberta. Foi ele quem notou que, ao florecer, a recém-batizada Wittimackia aurantiolilacina apresentava cor laranja com pétalas lisases. + Cultura em festa: música, cinema e artes têm muito a comemorar em 2026+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui"Trata-se de uma combinação bem específica e inusitada, principalmente neste gênero", diz Bruno, que contou com pareceres de especialistas para atestar o achado, descrito em novembro no periódico Phytotaxa. Segundo o biólogo, é muito comum achar espécies novas no território brasileiro e há milhares de espécies que estão desparecendo antes mesmo de a ciência tomar conhecimento de sua existência. "E, torno dela tem toda um ecossistema a ser estudado", acrescenta, citando protozoários, bactérias e fungos que muitas vezes só existem nelas, sem contar polinizadores que podem ser específicos "Este é só um primeiro passo para o estudo de uma grande cadeia".