Othon Bastos dá lição de tempo e memória na ABL em “Não me entrego não!”
Aos 92, o ator leva à Academia Brasileira de Letras um espetáculo afiado, escrito e dirigido por Flávio Marinho, que mistura humor, lembranças e reflexões
A peça “Não me entrego não!”, com Othon Bastos, é cheio de aulas e reflexões! Atualmente, o dia dura bem menos de 24 horas. Piscou, já é noite, mesmo que se acorde as 5h47 da manhã. Nessa quinta 11/12, depois de botar na agenda várias vezes, ufa, consegui assistir a peça, na ABL.
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Saí de lá assaz impactada. Othon Bastos é baiano, geminiano com ascendente idem, 92 anos e fazendo um espetáculo interessantíssimo, escrito e dirigido pelo também geminiano Flávio Marinho. Em tempo: Mercúrio, regente de Gêmeos, é o planeta da palavra escrita e falada, ou seja, a cara dos atores, escritores, locutores, mímicos e comunicadores em geral.
No camarim, comentamos sobre uma minissérie que fizemos juntos no começo nos anos 1990, “Tereza Batista cansada de guerra”, lembramos das gargalhadas, na hora do almoço, com Haroldo de Oliveira, Castro Gonzaga, Ivan Cândido e tantos outros.
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Muito bom existir a personagem Memória, interpretado pela atriz Marta Paret.
ABL é sempre um evento, hoje foi com os imortais Antônio Carlos Secchin (meu colega de colégio), Gilberto Gil e sua Flora, Paulo Niemeyer, Merval Pereira e tantos outros. Faltou encontrar com meu eterno professor de Português, o imortal Domício Proença.
Como diz na peça o incansável Othon Bastos, “O teatro é a poesia que levanta do livro e se torna humana. E ao tornar-se humana, ela fala, ela chora, se desespera e ama.” Federico Garcia Lorca.





